4gPara a consultoria norte-americana Infonetics, o Brasil não terá problemas graves nos estádios – onde as operadoras estão instalando Sistemas de Antenas Distribuídas – mas, certamente, não terá condições de atender aos torcedores no entorno deles. Consultoria questiona o número de ERBs instaladas no Brasil e diz que, nos Estados Unidos, a AT&T, sozinha, tem mais ERBs que as cinco operadoras móveis brasileiras. Também critica o baixo investimento em 4G.

“O Brasil possui 60 mil ERBs instaladas em todo o país. A AT&T sozinha tem mais que isso. Certamente haverá tráfego”, pontua o estudo da Infonetics, divulgado na semana passada. O levantamento segue com críticas duras.  De acordo com a consultoria, ‘ a infraestrutura nacional é modesta’ e há muitos problemas a serem resolvidos. “Não vejo como não acreditar que haverá ‘congestionamento’ nas redes móveis nos jogos da Copa’, diz Stéphane Téral, analista de infraestrutura móvel da Infonetics.

A consultoria questiona o fato de, em 2013, as operadoras terem investido mais no 3G do que no 4G – US$ 278 milhões, ante US$ 96 milhões, conforme os números apresentados pela Infonetics. Também reclama da velocidade baixa média da Internet móvel – 1,4 Mbps. “Sinceramente não sei como o Brasil ficará com um serviço de telecomunicações móvel pronto em quatro meses para atender a demanda da Copa. Vamos ter muitos problemas”, sustenta a analista da Infonetics.

Os problemas não são novidade para as próprias teles nacionais. Em janeiro, o SindiTelebrasil, entidade que representa as teles fixas e móveis, advertiu que a alta demanda por dados durante a Copa do Mundo poderia, sim, causar problemas. O maior temor é a possibilidade de congestionamento de linhas. Os locais que mais preocupam são a Arena da Baixada, em Curitiba, e o Itaquerão, em São Paulo. Em ambos os casos, há atrasos em obras relacionadas às telecomunicações, além de problemas com a instalação de equipamentos. As teles projetam investimentos em torno de R$ 200 milhões em obras de infraestrutura para a Copa do Mundo.

O SindiTelebrasil reclama ainda da demora do Congresso Nacional de votar o projeto da Lei de Antenas, que tem como objetivo uniformizar o tratamento aos pedidos de licenciamento das antenas nas prefeituras, uma vez que, hoje, há mais de 250 legislações municipais vigentes sobre o assunto. Mas o consenso não veio e o projeto segue ‘travado’. Dados da entidade mostram ainda que o prazo para a concessão de licença para a instalação de uma ERB ainda varia, em média, de 12 a 18 meses no Brasil.

Referência: convergenciadigital

Publicado por Alexandre Viana - Diretor VirtualLink

CEO da empresa VirtualLink , Pós-graduado em Redes de Computadores pela UFPA, Consultor Sênior em T.I.C. com ênfase em Soluções de Interoperabilidade entre os Sistemas Unix, Windows e Linux, Especialista em Soluções de T.I.C. baseadas em Software Livre.